Peck News: Global Trends

Entre os dias 7 e 10 de junho, aconteceu em Miami (EUA) a 3ª edição do IT Forum Latam, evento que desde 2015 reúne líderes de tecnologia para discutir as tendências do mercado e promover negócios. Com o tema “A História do Amanhã”, o encontro teve a participação da Dra. Patricia Peck, que falou sobre cidades inteligentes e cibersegurança. Acompanhe neste Global Trends as impressões de Miguel Petrilli, vice-presidente Executivo da IT Mídia (empresa organizadora do encontro), sobre os temas e as mudanças que mais devem impactar o setor nos próximos anos.

1 – Mais de 60 CIOs latino-americanos estiveram reunidos em Miami no IT Forum Latam 2018. Qual é a sua avaliação do evento e quais transformações destacaria como tendências que devem impulsionar o mercado?
Miguel: Basicamente a ideia do encontro é conectar o setor de TI, favorecer a troca profissional, aproximar quem busca compra de quem quer vender, ou seja, fomentar a realização de negócios, distribuição de conteúdo e a promoção de relacionamento. Há 17 anos realizamos o evento no Brasil e desde 2015 decidimos expandir as fronteira para os players de mercado do México, Colômbia, Peru, Chile e Argentina. A resposta foi bastante positiva, os participantes se mostraram satisfeitos com resultado da interação entre os líderes de TI e os principais fornecedores de tecnologia da região. Foram muitos apontamentos importantes em relação às tendências do setor na América Latina, com visões críticas e avaliações pertinentes sobre os rumos com a crescente inserção das novas tecnologias na Sociedade, e o consenso após as exposições foi que para viver o amanhã, as pessoas precisam se transformar digitalmente – como no case mostrado pelo vice-presidente de tecnologia da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex).

2 – A Dra. Patricia Peck esteve presente no evento para falar sobre cidades inteligentes e cibersegurança. Pelo que foi abordado nos outros painéis, como você considera a abrangência do tema no cenário da América Latina?
Miguel: A Dra. Patricia é uma referência no assunto e já esteve presente em outras edições do evento. Este é um tema que vem gerando temor na indústria, pois estamos numa sociedade com informações valiosas circulando no universo digital, e os crimes crescem à medida em que tudo vai para a internet. A questão da privacidade e da segurança se tornou uma incógnita, principalmente após a entrada em vigor do GDPR na Europa. Tivemos a presença de muitos CIOs que representavam empresas com matrizes na União Europeia e que estão sujeitas às regras da nova legislação de proteção de dados. Deu pra sentir que isso criou uma expectativa grande pelo ponto de vista de segurança cibernética, e nesse contexto de cidades inteligentes, onde os dados são coletados por todos os lados, a regulamentação e a proteção dos dados deve gerar muitas análises, debates e desdobramentos.

3 – O encontro teve a presença de líderes de TI de importantes empresas da América Latina e de principais fornecedores de tecnologia. Após essa experiência, na sua opinião, qual seria “A História do Amanhã” na região?
Miguel: Tivemos várias experiências enriquecedoras durante os quatro dias de evento, como por exemplo, as inovações no blockchain apresentadas pela IBM, os avanços e variações das criptomoedas, as transformações decorrentes da Inteligência Artificial e da Internet das Coisas, com o surgimento de novas áreas de atuação, entre outros. Mas o consenso geral em meio a tantos temas é que a grande mudança vai ser escrita por uma conjunção homem-máquina, independente da tecnologia. O homem vai se utilizar muito das máquinas para fazer serviços repetitivos, para ajudá-lo em tarefas que não envolvem um trabalho criativo e que não demandam tanta inteligência cognitiva. Assim, “A História do Amanhã” será escrita com o homem utilizando as máquinas para melhorar sua performance e ter mais chances de aproveitar melhor sua inteligência criativa e emocional.

LinkedIn: www.linkedin.com/in/miguelpetrilli

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