Peck News: Global Trends

Acompanhando e antevendo as mudanças decorrentes da indústria 4.0, o evento anual do Peck Advogados reúne líderes, gestores e especialistas para discutir a “Inteligência Artificial: a gestão dos riscos e as novas regras de proteção dos dados pessoais”. Um dos palestrantes é Claudinei Elias, Managing Director da BWise Nasdaq Brasil. Confira a entrevista do executivo, que fala sobre a importância do GRC como estratégia de negócios na realidade digital.

1 – No próximo dia 3 de outubro, você participa do evento anual do Peck Advogados “Inteligência Artificial: a gestão dos riscos e as novas regras de proteção dos dados pessoais”. Com a sua experiência no mercado atual, qual a importância em realizar um encontro focado nesse tema?
Claudinei: 
Apesar da disponibilidade da informação sobre diversos temas relacionados ao uso de tecnologias emergentes ser vasto, a qualidade e quantidade de informações qualificadas e que tenham senso prático ainda é muito escassa. O que observamos entre nossos clientes aqui e ao redor do mundo é um querer fazer certo, mas de forma assertiva. Tudo acontece muito rápido hoje, e é importante discernir o que é Hype do que realmente relevante e que agregara valor ao negócio. Este evento, ainda mais em tempos de disrupção tecnológica e do aumento substancial do alcance das regulamentações, traz algo de muito positivo aos profissionais que estão com a missão de decodificar e implementar diversas iniciativas em Riscos, Compliance, Cyber, dentre outras.

2 – Nesse dia você apresenta painel sobre “GRC e o Mercado de Capitais”, sobre um modelo de trabalho o qual você já definiu como estratégico. Resumidamente, o que pretende abordar e quais as razões para a escolha do tema?
Claudinei: 
O GRC não será visto como um empreendimento interno autônomo. Pares, parceiros da cadeia de valor, “uma associação em grau exponencial” estará envolvida. Haverá a necessidade de compartilhar informações e a criação de uma “Inteligência GRC colaborativa”.

É conhecida a necessidade de uma estrutura em que um arcabouço “Framework” de Governança permita a convergência entre as áreas de segunda e terceira linhas, e que envolva, especialmente, a primeira linha de defesa da companhia, por trazer vantagem competitiva pro negócio e ser muito relevante. A conexão com o planejamento e objetivos estratégicos é uma visão que, no meu entendimento, será percebida pelos mercados de capitais, participantes e stakeholders como um diferencial único. Se bem aplicado, isso traz equilíbrio para o negócio e para a sociedade como um todo.

O GRC Integrado ainda é um processo em maturação na maior parte das companhias, no entanto é uma percepção emergente de GRC como um conjunto integrado de conceitos que, quando aplicados de forma holística dentro de uma organização, podem agregar valor significativo e fornecer vantagem competitiva.

Como na aplicação de modelos e tecnologias, especialmente a tecnologia cognitiva, onde os neurônios (clientes, consultores, reguladores, rede sociais, e diversos outros participantes) serão conectados para a formação de uma inteligência colaborativa e gerenciados por um hipotálamo onde estes neurônios estarão conectados na central de serviço.

Como exemplo, no uso da tecnologia pra algo prático, necessário e atual – quando falarei sobre sobre Regulatory Change Management.

3 – Qual a maior mudança que você considera que a IA vai trazer para a Sociedade? Quais os aspectos positivos e negativos envolvidos?
Claudinei: 
O emprego de Inteligência Artificial e de diversas outras tecnologias é um caminho sem volta. Hoje ainda há que se ter cuidado com muitas iniciativas que se dizem de IA e de fato são inteligência manual e humana.

Não há caminho a seguir para as empresas de quaisquer tamanhos e segmentos que não o de considerar o emprego e uso da tecnologia.

Acredito, no entanto, que a aplicação ocorre desde de tarefas repetitivas, avaliação de contratos de crédito, por exemplo, até a aplicação para uma inteligência mais colaborativa.

Pontos positivos são inúmeros, exemplos: Solução de problemas complexos, Assertividade, Comunicação Instantânea, Diminuição de Retrabalho.

Pontos Negativos: Resumidamente, a questão da privacidade e a finalidade do uso, e ainda, a capacidade do uso da criatividade.

Einstein, foi muito feliz quando disse: “o uso da criatividade é a Inteligência se divertindo”. Acredito que esse é um dos aspectos que nos faz únicos e humanos. Será que as máquinas poderão copiar, por exemplo, a imaginação? É um exercício muito positivo e muito mais abrangente que o conhecimento, então será que precisamos ter medo da mudança? Ela é inevitável.

LinkedIn: linkedin.com/in/claudinei-elias

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